Governo do Distrito Federal
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10/11/17 às 17h07 - Atualizado em 31/10/18 às 15h49

Ações emergenciais e obras de infraestrutura avançam no Sol Nascente

A força-tarefa montada pelo governo de Brasília atua para diminuir os danos causados pelas chuvas no Sol Nascente, em Ceilândia, desde sexta-feira da semana passada (3). O comitê de crise instalado na região conta com trabalho integrado de 13 órgãos de governo, sem afetar o andamento das obras de infraestrutura.

 

Entre as medidas estão a desobstrução das vias e o reforço na coleta de lixo e na segurança; o monitoramento do escoamento do esgoto; o controle de energia elétrica e do abastecimento de água nas residências; e o apoio assistencial às famílias que tiveram as casas atingidas.

 

“Com uma semana de trabalho, percebo problemas pontuais resolvidos rapidamente. Isso ressalta a importância das obras de infraestrutura, tocadas desde 2015. Não fossem elas, os danos seriam muito maiores”, ressaltou o secretário das Cidades, Marcos Dantas.

 

Andamento das obras de infraestrutura no Sol Nascente

O Sol Nascente recebe, desde 2015, asfalto, redes de águas pluviais e equipamentos públicos diversos. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, a urbanização do setor habitacional vai beneficiar cerca de 95 mil moradores.

 

O investimento é de R$ 220,3 milhões. Setenta e cinco por cento desse dinheiro é proveniente de financiamento com a Caixa Econômica Federal, e os outros 25%, de contrapartida do governo de Brasília. O cronograma das intervenções está mantido.

 

Com previsão de entrega para o fim deste ano, no Trecho 1, há obras de infraestrutura que englobam:

 

Conclusão de 25,2 quilômetros de redes de drenagem (87% executada)

Cinco lagoas de detenção

Pavimentação de 304,9 mil metros quadrados de vias (78% executada)

 

As intervenções no Trecho 2, previstas para serem entregues no primeiro semestre de 2018, compreendem:

 

Execução de 30,3 quilômetros de redes de drenagem (70% executada)
Construção de três lagoas de retenção
Pavimentação de 493,5 mil metros quadrados de vias (40% executada)

 

No Trecho 3, o contrato prevê:

 

21,3 quilômetros de redes de drenagem (12% executada)
3 lagoas de retenção
450,5 mil metros quadrados de pavimentação (não iniciada).

 

Os custos para os Trechos 1, 2 e 3 são, respectivamente, R$ 58,8 milhões, R$ 95,5 milhões e R$ 66 milhões.

 

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antonio Coimbra, destacou que a implementação de infraestrutura nas regiões mais carentes do DF é uma prioridade do governo de Brasília.

 

“Os problemas de alagamentos que tanto afligem a população e são tão comuns nesta época do ano só serão resolvidos definitivamente com a conclusão dessas obras.” A pasta está à frente das intervenções desde 2015.

 

 

O que foi feito pelo comitê de crise no Sol Nascente

 

A força-tarefa atua na área desde 3 de novembro e continuará os trabalhos ao longo dos próximos dias. Ela é formada por 13 órgãos:

 

Administração Regional de Ceilândia
Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb)
Corpo de Bombeiros Militar
Companhia Energética de Brasília (CEB)
Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)
Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab)
Defesa Civil
Polícia Militar
Secretaria das Cidades
Secretaria de Projetos Estratégicos
Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos
Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos
Serviço de Limpeza Urbana (SLU)

 

Cabe à Secretaria das Cidades coordenar os trabalhos em toda a região. O titular da pasta, Marcos Dantas, é o porta-voz do comitê. A secretária de Projetos Estratégicos, Maria de Lourdes Abadia, também acompanha o andamento, de responsabilidade de sua pasta.

 

Em conjunto, a Novacap, a Administração Regional de Ceilândia, o consórcio responsável pelas obras e a Secretaria de Infraestrutura colocaram rachão (camada fina de pedras) para melhorar as condições das vias de acesso às Chácaras 122,125 e 128, no Trecho 1.

 

No local, também foram sinalizadas as valas das obras de drenagem, para dar mais segurança à população.

 

No Condomínio Maranata, no Trecho 2, onde as redes de drenagem estão parcialmente concluídas, a empresa responsável pelas obras de urbanização abre bocas de lobo provisórias para que seja drenada a água da chuva que se acumulou na rua.

Pelo menos dez caminhões na Novacap fizeram o trabalho de retirada de lama, e o SLU reforçou a coleta de lixo. Segundo a Secretaria de Infraestrutura, quando as chuvas diminuírem, serão instaladas as bocas de lobo definitivas e iniciada a pavimentação do condomínio.

 

A Defesa Civil faz o atendimento desde o início, quando montou uma tenda para assistir as famílias atingidas. Essas pessoas estão em casas de parentes. Responsável por estabelecer as áreas de risco, o órgão ainda solicitou a derrubada de um muro na Chácara 125, o que já foi feito pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis).

 

O Corpo de Bombeiros Militar apoiou ações operacionais de emergência, como operações de resgate em alagamentos, e a Polícia Militar intensificou a vigilância na região.

Funcionários da Caesb auxiliam as intervenções e atuam na área para conscientizar a população, visto que há muitas ocorrências de direcionamento irregular de águas pluviais para as casas, o que contribui para alagamentos.

Fora da força-tarefa, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) foi acionado para sinalizar a via atrás da Feira do Produtor, onde há muitos buracos.

 

Atendimento a famílias afetadas pelas chuvas no Sol Nascente

 

Nos dois dias de chuva (1º e 2 de novembro), a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos atendeu 14 famílias que tiveram as casas danificadas.

 

Para sete delas, foi solicitado o benefício vulnerabilidade (até seis parcelas de R$ 400 por mês) e o excepcional — o aluguel social, de até 12 parcelas de R$ 600 mensais.

 

Fonte: Agência Brasília