Governo do Distrito Federal
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26/11/13 às 19h44 - Atualizado em 3/01/19 às 14h46

DF 140: Sedhab vai explicar diretrizes de ocupação aos proprietários de terrenos na região

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A Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano, Sedhab, está convocando proprietários de terrenos na região da rodovia DF 140 para uma reunião nesta sexta-feira, 29, no prédio da Secretaria, no Setor Comercial Sul. O objetivo é explicar detalhadamente aos proprietários as diretrizes urbanísticas para parcelamento do solo. A região é a última do Distrito Federal a ser urbanizada. Com 17 mil hectares e bem maior que o Plano Piloto, ela pode receber nos próximos anos até 950 mil moradores, de acordo com o Plano de Ordenamento Territorial, o Pdot.

As diretrizes estão sendo traçadas pelos técnicos da Sedhab. Oitenta por cento do trabalho está pronto e ele será finalizado nos próximos dias. Até esta sexta-feira, os técnicos estão recebendo sugestões.

Com a ocupação da DF 140, o GDF retoma o papel de planejador urbano. As diretrizes querem ordenar o crescimento da região, para que não se repita o que aconteceu nos condomínios e em Águas Claras. Por isso, tudo está sendo pensado para dar qualidade de vida aos futuros moradores, evitando que a população tenha que, por exemplo, sair de lá para trabalhar, estudar ou se divertir.

As diretrizes permitem que um local mescle atividades econômicas com áreas residenciais. Segundo a diretora de Planejamento Urbano e Territorial, Moema de Sá, nada impede que ao lado de um prédio residencial exista um comercial, ou até mesmo que um mesmo prédio tenha as duas finalidades, desde que seja respeitado o gabarito de 15 andares. De acordo com Moema, o conceito do plano Piloto não será repetido na 140. “Não queremos excessiva setorização, que quando dá 18h deixa a região vazia, se ela for apenas comercial. Queremos garantir a vitalidade urbana em todos os períodos do dia”, explica Moema.

Quarenta e oito projetos de empreendimentos para a DF 140 aguardam para serem analisados pela Sedhab. A análise espera justamente a entrada em vigor das diretrizes. A diretora de Análise de Parcelamento Urbano do Solo, Tereza Lodder, adianta que é muito difícil que algum projeto seja aprovado sem que precise ser revisado de acordo com as diretrizes que estão sendo elaborados. Como existem outras etapas, como o registro em cartório, Tereza acredita que demore cerca de dois anos para que esses projetos estejam prontos para sair do papel e se tornarem empreendimentos.

A reunião desta sexta-feira será às 14h na sala de reuniões do prédio da Secretaria, que fica na quadra 6 do Setor Comercial Sul.