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14/01/10 às 19h03 - Atualizado em 2/01/19 às 11h30

FIGURINISTAS DE ESCOLA DE SAMBA BEIJA-FLOR

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14.01.2010

Tudo pronto para homenagear Brasília no desfile carnavalesco mais disputado do país. Quem quiser participar ainda tem tempo

Elisa Tecles

Publicação: 14/01/2010 08:40 Atualização: 14/01/2010 08:56

O sonho de desfilar pela Beija-Flor no carnaval carioca já está disponível para os brasilienses. A escola de samba colocou à venda as fantasias do espetáculo que homenageará Brasília na Sapucaí. São 16 modelos com preços variados — há fantasias de R$ 780, R$ 800 e R$ 850. O folião pode escolher roupas inspiradas no Congresso Nacional, no Palácio da Alvorada, no Palácio do Itamaraty e em outros monumentos. O projeto urbanístico do Plano Piloto e o lado místico do Vale do Amanhecer serão outros homenageados no desfile da escola. A Beija-Flor escolheu o enredo Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília, do sonho à realidade, a capital da esperança. O desfile está marcado para 14 de fevereiro.

No barracão de Ivone Farranha, 75 anos, seis pessoas trabalham para terminar as 70 fantasias que compõem a ala 08 ou 80, com o tema Palácio da Alvorada — A morada presidencial. As roupas são fabricadas sob medida para os componentes e ainda há vagas para desfilar. Tecidos, plumas e bordados em azul e branco completam a fantasia, inspirada nas colunas criadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer para o palácio.

Ivone é responsável pela ala há 40 anos e tem experiência com carnaval. Ela desfila na Beija-Flor desde os 11 anos, quando a escola ainda era um bloco de rua. “As fantasias não eram assim como hoje. Era uma saia com blusinha, fácil de fazer, baratinho”, lembrou. Com o tempo, o desfile virou uma superprodução e a exigência das fantasias aumentou.

Ela pede que os interessados informem as medidas de cintura, busto, quadril e o comprimento da calça para a roupa ficar perfeita. “A calça tem que ficar no peito do pé para não arrastar. A roupa parece grande porque tem muitas plumas, mas não pesa nada”, explicou. Até o sapato é encomendado especialmente para o carnaval e feito por um sapateiro. A fantasia custa R$ 800 e cobre o corpo todo — uma preocupação dos novatos na folia de Momo.

Confecção

As fantasias oferecidas ao público não são feitas no barracão da Beija-Flor, onde estão os carros alegóricos. As roupas ficam sob a responsabilidade dos líderes das alas, que todo ano fabricam os adereços para os componentes do mesmo setor. O pagamento é negociado diretamente com o líder. As fotos dos modelos estão disponíveis no site www.beija-flor.com.br, no link Carnaval 2010. Basta ligar para os telefones indicados em cada ala e combinar a compra.

Quem está longe do Rio de Janeiro poderá garantir a participação do desfile com o depósito de parte do valor da fantasia na conta pessoal do presidente de ala. A maioria exige um sinal adiantado e o resto do valor é pago na hora da entrega. As fantasias são distribuídas um ou dois dias antes do desfile e há a opção de contratar o serviço de entrega dos barracões para receber a encomenda no próprio hotel.

Os carnavalescos da Beija-Flor visitaram os principais pontos turísticos de Brasília antes de elaborar o desfile. Com a passagem dos carros alegóricos e das fantasias das alas, o público deve conhecer melhor a história e a arquitetura da capital. A agremiação coleciona 11 títulos de campeã e está de olho no 12º.

Presidente da ala Signos, Débora Rosa, 58, nasceu e cresceu em Nilópolis, comunidade da Beija-Flor. “Aqui nós somos uma família, todo mundo se conhece”, afirmou. Ela estreou no carnaval como baiana, chegou a destaque e há sete anos desfila na velha guarda. Débora comanda a equipe que, formada por cinco pessoas, produz as 70 fantasias do Plano Piloto. Ao custo de R$ 800, o traje leva cerca de 400 pedras e 50 plumas. O estoque está todo vendido, por isso Débora corre para terminar as peças. “Primeiro fizemos as partes pequenas, agora falta terminar as golas e armar. É como se fosse uma indústria”, comparou.

Ainda há vagas para quem quiser desfilar na Ala Dos Cem, com a roupa do faraó egípcio Akhenaton. A líder da ala, Terezinha Soares, 78 anos, oferece as roupas nos tamanhos P, M e G por R$ 850. O tecido tem aplique de paetês bordados à mão, plumas e penas de pavão. Ela garante que a peça é leve e não revela muito do corpo da pessoa. “As mulheres vão de biquíni branco por baixo e os homens, de sunga branca. A roupa cobre bem, não vai aparecer muita coisa”, comentou. Em tempo: não é preciso se preocupar em arrumar o cabelo, já que o chapéu cobre a cabeça.

Fonte: Correio Braziliense

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