Governo do Distrito Federal
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26/10/16 às 17h12 - Atualizado em 4/01/19 às 9h09

Fotografias aéreas ajudam a mapear áreas urbanas do Distrito Federal

Trabalho feito desde janeiro foi apresentado ao governo

Cerca de 1,2 mil dos 5.802 quilômetros quadrados do Distrito Federal estão em processo de mapeamento por meio de aerofotogrametria — técnica que utiliza fotografias aéreas para obter dados topográficos e cartográficos. O trabalho, feito por uma empresa privada, foi apresentado para representantes do governo de Brasília em reunião nessa segunda-feira (24).

Graças à tecnologia, a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) conseguirá fazer uma regularização fundiária com dados mais precisos. “Esse aqui é o método mais rápido de regularização de domicílios. Ou fazemos isso ou mandamos servidores de lote em lote para medir os dados com uma trena”, disse o presidente da empresa pública, Júlio César de Azevedo Reis, na reunião de ontem. Ele apontou ainda as dificuldades da visita, como pessoas que não permitem a entrada das equipes em seus lotes.

Segundo Reis, as informações da aerofotogrametria também possibilitarão maior justiça tributária. “Um dos objetivos desses dados é fazer uma cobrança mais justa do IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano]. Nem a mais, nem a menos.”

Outras utilidades da aerofotogrametria no DF

Com a técnica, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) poderá saber o número exato de bocas de lobo no DF, a Companhia Energética de Brasília (CEB) poderá contabilizar a extensão total de cabeamento usado na distribuição de energia elétrica, e a Agência de Fiscalização do DF (Agefis) terá mais facilidade para descobrir onde houve loteamento irregular.

O contrato com a empresa privada responsável pelo mapeamento aéreo foi assinado em janeiro de 2016, após uma licitação da Terracap. O orçamento é de aproximadamente R$ 22 milhões, e o prazo para conclusão do serviço, de 24 meses a contar da assinatura.

Tecnologias além da aerofotogrametria

O método usado pela vencedora da licitação da Terracap mistura aerofotogrametria com outras tecnologias. Uma câmera capta imagens por meio de laser, o que permite que as fotografias sejam feitas à noite e diferenciem o que são água, área verde, terrenos queimados e outras características.

Cada parte do mapa é fotografada duas vezes, de perspectivas diferentes. Assim, o sistema consegue recriar as áreas em um espaço tridimensional. Isso permite aos softwares dizer quais são as alturas e as profundidades dos terrenos e das construções. O computador informa o tamanho dos lotes e o declive do terreno; até a profundidade de uma piscina pode ser conhecida por meio desse procedimento.

Para demonstrar a eficácia da tecnologia, óculos foram distribuídos aos representantes da Terracap e da Secretaria de Fazenda presentes na reunião. Linhas nos desenhos de casas e prédios indicavam os tamanhos.

Enquanto olhava para os lotes na tela do computador, o secretário adjunto de Fazenda, Wilson José de Paula, impressionado com a velocidade e a facilidade com que os dados eram calculados pelo sistema, refletiu: “Isso vai ser uma revolução. Vai gerar um aumento de receita sem mexer com os contribuintes que pagam de forma regularizada”.

Fonte: Agência Brasília

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