Governo do Distrito Federal
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29/08/17 às 13h57 - Atualizado em 4/01/19 às 8h36

Orla Livre – crônicas de um processo civilizatório #1

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artigo secretário Thiago de Andrade

No dia 24 de agosto de 2015, iniciou-se efetivamente o procedimento de desocupação das áreas públicas adjacentes às casas situadas nos 30 metros de Área de Proteção Permanente da Orla do Lago Paranoá. Ontem, 27, dois anos depois, entregamos simbolicamente o Parque da Asa Delta à população e assinamos a ordem de serviço que iniciará as obras dos deques que permitirão a ligação de 3 parques e pontos de atração, liberando 6,5 quilômetros de trilhas entre a QL 14 e a QL 10 do Lago Sul

Inicio uma sequência de pequenos excertos e debates que visam discutir o mais importante processo civilizatório em curso no Distrito Federal, o projeto Orla Livre. Mais importante, ouso dizer, porque ataca o que pessoalmente identifico como um dos maiores cânceres de nossa história como povo: o patrimonialismo atávico do qual não conseguimos nos desvencilhar.

Tento, sem pretensão sistemática ou de pesquisa acadêmica, historiar brevemente esse processo, começando hoje com parágrafos do belo texto do Relatório do Plano Piloto de Brasília, apresentado por Lucio Costa ao júri do concurso público nacional que o escolheu vencedor há 60 anos.

“(…)

18 – Previram-se igualmente setores ilhados, cercados de arvoredo e de campo, destinados a loteamento para casas individuais, sugerindo-se uma disposição dentada em cremalheira, para que as casas construídas nos lotes de topo se destaquem na paisagem, afastadas umas das outras, disposição que ainda permite acesso autônomo de serviço para todos os lotes. E admitiu-se igualmente a construção eventual de casas avulsas e isoladas de alto padrão arquitetônico – o que não implica tamanho – estabelecendo-se porém como regra, nestes casos, o afastamento mínimo de um quilômetro de casa a casa, o que acentuará o caráter excepcional de tais concessões. (…)

20 – Evitou-se a localização dos bairros residenciais na orla da lagoa, a fim de preservá-la intata, tratada com bosques e campos de feição naturalista e rústica para os passeios e amenidades bucólicas de toda a população urbana. Apenas os clubes esportivos, os restaurantes, os lugares de recreio, os balneários e núcleos de pesca poderão chegar à beira d´água. (…)

Recomendações do júri – Críticas:

1- Demasiada quantidade indiscriminada de terra entre o centro governamental e o lago.

3- A parte mais longínqua do lago e as penínsulas não são utilizadas para habitações.”

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