Governo do Distrito Federal
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14/07/17 às 19h25 - Atualizado em 4/01/19 às 8h40

Pesquisa capta percepções dos cidadãos para ajudar na gestão do DF

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75% dos moradores são a favor da regulamentação do trabalho em casa, 44% são favoráveis à lei sem restrições e 31% acreditam que essa autorização deve ser apenas para algumas atividades

A maioria dos moradores do Distrito Federal é a favor da regulamentação do trabalho em suas residências. Este é apontamento que a pesquisa Percepções de Cidadãos Sobre sua Moradia no DF encomendada pela Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth) à Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) apresentou. Os dados da pesquisa serão utilizados como instrumento para subsidiar as ações de ordenamento territorial, como a Lei de Uso e Ocupação do Solo, LUOS, que está sendo elaborada pelo executivo e terá sua última audiência pública neste sábado, dia 15.

Para o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, a pesquisa é mais um elemento na construção dos normativos urbanos que será somado aos estudos e as reivindicações das comunidades recebidas diretamente na secretaria. “Esses dados são importantes para avaliar o trabalho do governo. São muitas camadas em desenvolvimento. E, por isso, temos a preocupação de não ceder à tecnocracia e ao populismo. É preciso sempre analisar as consequências para a cidade e para o planejamento urbano. Este posicionamento, reflete no bem comum dos moradores do Distrito Federal”.

O levantamento

Ao todo, a Codeplan ouviu 5.089 moradores do DF entre os dias 2 e 30 de junho de 2017. Foram qualificados grupos amostrais, dentre eles, um que reuniu as Regiões Administrativas do Lago Sul, Lago Norte e Park Way e outro com 21 RAs. As perguntas compreenderam temas como satisfação com a moradia, realização de atividades no interior das residências e proximidade quanto ao acesso de comércios e serviços.  Segundo a Codeplan, o resultado das respostas tem o nível de confiança de 95%, a margem de erro é de 1%.

Segundo a pesquisa, 75% dos entrevistados admite a possibilidade da possível regulamentação do trabalho nas residências, 44% são favoráveis à lei sem restrições e 31% acreditam que essa autorização deve ser apenas para algumas atividades. Em Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, por exemplo, essa aceitação chega a 77%. Para os moradores dos Lagos Sul e Norte e do Park Way essa porcentagem é de 59%.

A pesquisa revelou dados importantes da percepção dos moradores sobre quem trabalha em casa. Enquanto nas demais regiões há mais diversidade, com atividades como costura, venda de roupas e cosméticos (40%), profissionais liberais (25%), venda de alimentos (18%), nos Lagos Sul e Norte e no Park Way a maioria das atividades relatadas é de profissionais liberais, como advogados, professores e consultores (76%).

Quanto aos possíveis incômodos do uso não residencial, para 69% dos que reconheceram ter vizinhos trabalhando em casa, esse fato nunca trouxe transtornos. No universo daqueles que se incomodam, a maior preocupação é o barulho, para 47% dos entrevistados, seguido pelo movimento de pessoas na rua, 19%.

Satisfação

Além disso, 55% dos entrevistados relataram satisfação sobre o local de moradia. Separando por regiões, no grupo que compreende os Lagos e Park Way esse índice ficou em 90% (48% satisfeitos e 42 muito satisfeitos), enquanto nas demais regiões a porcentagem chegou a 71% (56% satisfeitos e 15% muito satisfeitos). Quanto ao uso do domicílio como local para realização de atividade de trabalho, 6% dos moradores do Park Way e Lagos relataram desempenhar ou ter um familiar com uma atividade em casa. Já nas demais RAs esse número aumenta para 11%.

Para o secretário Thiago de Andrade as diferenças denotam as dinâmicas próprias das regiões e, embora com níveis distintos, a pesquisa contraria o senso comum de que no Lago Norte, Lago Sul e Park Way os moradores são majoritariamente contrários a qualquer tipo de atividade, além da moradia, nos lotes residenciais.

Reconhecendo a importância das informações apresentadas, o secretário Thiago voltou a destacar que ela não será o único elemento a ser considerado nas ações do governo. “Esses dados são mais um elemento para a síntese entre trabalho técnico e pacto social que o governo está buscando”.

A íntegra da pesquisa da Codeplan pode ser acessada pelo link: https://codeplanprojetos.github.io/156_SEGETH/#1

 

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