Governo do Distrito Federal
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27/10/15 às 17h05 - Atualizado em 3/01/19 às 16h35

Responsabilidade profissional na aprovação de projetos

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Técnicos da CAP conversaram com estudantes da UNB sobre o rigor da análise como instrumento de ordenamento territorial

A responsabilidade do profissional de arquitetura na elaboração e aprovação de projetos arquitetônicos foi o tema da segunda edição do projeto ‘CAP Acadêmica’, circuito de diálogos sobre a atuação da Central de Aprovação de Projetos (CAP) da Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth).

Realizado nessa terça-feira (27), o encontro levou analistas da central e integrantes da secretaria à Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo da UnB.

No encontro, a coordenadora do projeto Laura Girade e a analista Louise Boeger destacaram que toda obra nova, reforma ou demolição necessitam de aprovação governamental. Só assim, diante de critérios técnicos, é possível emitir o licenciamento das obras garantindo a segurança de quem usufruirá da construção, além de promover o ordenamento territorial e melhoria ao espaço público.

Durante o encontro, os estudantes conheceram a legislação que os orientará na hora de elaborar o projeto de arquitetura. Laura Girade categorizou como indispensável o conhecimento das leis de planejamento urbano. “Por exemplo, no caso de construções em área tombada, o cuidado é redobrado na hora da análise, então é preciso conhecer o que está previsto e executar o projeto em conformidade, garantindo a integridade da edificação e mantendo as características principais”, explicou.

Qualificar é preciso

A arquiteta da CAP Louise Boeger afirmou que essa aproximação com os estudantes é fundamental para que os futuros profissionais não sofram com erros de projeto, o que dificulta o rito de aprovação. Ela comentou que uma auditoria de projetos analisados em 2012 demonstrou que quase 20% das propostas eram anuladas e 45% eram notificadas com pendências.

As palestrantes orientaram que a cultura de aprovar um projeto e executar outro, para tentar acelerar o desejo do cliente, não tem espaço na atual dinâmica de aprovação. “Inclusive, com esse tipo de prática, a obra pode não obter o habite-se e, com isso, o proprietário pode acionar judicialmente o arquiteto responsável”, acrescentaram. Elas enfatizaram que é preciso profissionalismo e que os arquitetos não podem ceder à pressão dos clientes, ao contrário, precisam sensibilizá-los da relevância do rito de aprovação para coletividade.

Agenda disponível

No último dia 23, estudantes da turma de Projeto de Arquitetura VII do Curso de Arquitetura e Urbanismo do IESB estiveram na central para conversar e conhecer a rotina do órgão. A proposta é tornar esse contato com as universidades – tanto por meio de visitas à CAP, quanto com a central indo às instituições – uma constante. Para mais informações de como solicitar a presença da CAP no seu evento acadêmico ou para o agendamento de visitas à central o telefone de contato é 3214-4165, com Laura.

Mais informações

Facebook: sec.territorioehabitacaodf

Twitter: @Habitacao_DF

Youtube: Segeth Ascom

Web: www.segeth.df.gov.br